“Não fiz biografia, e sim um retrato afetivo”, diz diretor de “Caro Francis”
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O diretor Nelson Hoineff debateu hoje seu documentário sobre o polêmico jornalista Paulo Francis, morto em 1997, exibido na primeira noite de competição do II Festival Paulínia de Cinema. “Minha ideia é debater a figura do Francis, mais do que debater o próprio filme. Não quis traçar uma biografia completa. Eu podia ter feito um documentário objetivo, explicativo, mas optei por um retrato pessoal, já que ele foi meu amigo por mais de 20 anos”, disse o diretor.


Hoineff afirma que decidiu trabalhar alguns nós da vida e carreira de Francis: o fato de não ter sido reconhecido como um grande romancista, sua saída turbulenta do jornal Folha de S. Paulo, sua mudança brusca e polêmica do trotskismo ao conservadorismo.


O diretor já tem pronto um documentário sobre o apresentador Chacrinha, que estreia em novembro, e atualmente prepara um documentário sobre o cantor Cauby Peixoto.
 

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