Produtores e profissionais de cinema debateram na tarde deste sábado, na Escola Magia do Cinema, os desafios da produção cinematográfica, com participação do Secretário de Cultura de Paulínia, Emerson Alves.
“Os editais do governo tem um pensamento estanque, os filmes são escolhidos por uma comissão de julgamento abstrato. Em Paulínia, o pensamento é vertical: o investimento em cinema reflete em investimento em equipamentos, estúdio e utilização de mão-de-obra”, disse Mariza Leão, produtora do sucesso “Meu Nome Não é Johnny”, cujo novo projeto, a comédia “Sex Delícia”, acaba de ganhar R$ 800 mil do Edital de Paulínia.
Mariza defendeu também o fim do efeito cascata na carga tributária para cinema (exibição, distribuição, produção) e a implantação do Vale-Cultura, previsto para agosto.
Roberto Farias, presidente da Associação Brasileira de Cinema (ABC), aprovou o Edital de Paulínia: “Nas leis de incentivo fiscal, o diretor de marketing da empresa decide em que filme investir, como se ele soubesse mais que o cineasta qual o melhor filme a fazer. Em Paulínia, o incentivo vai direto ao cineasta”. Farias também defendeu o adicional de renda sobre a bilheteria do filme, que premia o produtor com um acréscimo de 15% sobre a renda que ele fez no cinema.
Diller Trindade, produtor dos filmes de Xuxa, defendeu que as produtoras devem pensar cada vez mais na televisão para viabilizar seus projetos. “’Destino’, o filme de Moacyr Góes que será exibido hoje na competição, também foi formatado como uma microssérie de cinco capítulos para a TV”, afirmou.
Edna Fujii, diretora da Quanta, que aluga equipamentos para cinema e entra como apoiadora ou coprodutora de filmes brasileiros desde 1983, pediu subsídios para o setor. “Se a indústria automobilística ou de computadores recebe subsídios, por que não a de equipamentos para cinema?”.