A atriz Lucélia Santos, o produtor Diller Trindade e o elenco de brasileiros descendentes de chineses debateram neste domingo com público e imprensa o filme “Destino”, coprodução Brasil-China exibida na competição do festival.
No filme, Lucélia é Luiza, uma jornalista que um dia vê uma aparição de uma mulher chinesa e, por uma série de acontecimentos, acaba indo parar na China e se envolvendo com um chinês, mudando sua vida por completo. Anos depois, o destino voltará a mostrar seu lado trágico.
Muito popular na China, onde a novela “A Escrava Isaura” foi vista por 1 bilhão de chineses, Lucélia contou que o projeto tomou 13 anos de sua vida e envolveu ainda a produção da série de documentários “China Hoje – Ponto de Mutação”.
“O projeto teve inúmeros formatos, conteúdos e dificuldades, como a censura do governo de lá. O espectador chinês é mais ingênuo que o brasileiro, ele gosta mais dessa estrutura de novelão presente no filme”, disse a atriz, que acredita que o filme fará mais sucesso na China do que no Brasil.
O material filmado já teve três versões diferentes e atualmente está sendo formatado para uma minissérie de TV. Trindade quer encontrar uma TV aberta no Brasil que exiba essa minissérie, mas antes pretende lançar “Destino” somente nos cinemas chineses.
Ambos comentaram o bloco de merchandisings inserido no filme: a Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações) investiu R$ 3 milhões no filme, e como contrapartida exigiu a exposição de 18 produtos no filme.